Ultimamente, tenho visto muitos amigos partirem. Eles vão para países distantes e para realidades completamente diferentes da minha. Sei que, com o tempo, muitos outros - eventualmente, todos - irão embora e o reencontro será cada vez menos certo, e isso me assusta.
Na semana passada, uma das minhas melhores amigas foi se despedir. Em breve, ela embarcará para um país distante, onde vai morar por algum tempo. A minha vontade é de pedir que ela fique, mas sei que não posso fazer isso, até porque ela vai atrás da sua felicidade, que está lá longe. Não seria justo, nem certo mantê-la aqui infeliz...
Quando me despedi dela, não tenho certeza se disse a ela tudo o que eu queria ter dito, tudo o que eu sinto em relação a ela. Talvez ela já saiba - imagino que sim - mas eu me sinto mal por não ter dito.
Nessa vida de orkut, já deixei depoimento para pessoas de quem não sou tão próxima e mesmo para pessoas de quem não gosto nem um pouco (e já não gostava na época). Mas, para você, querida amiga, nunca deixei um... Muitas vezes, pensei em escrever, mas nunca estava no orkut para isso...
Lembro da primeira vez que nos vimos - em um almoço com uma amiga em comum, nosso elo. Já daquele dia, eu achei que você era super legal e que seria ótimo ser sua amiga. Uma semana depois, fila do McDonald's, e eu não te reconheço (já falei que minha memória para rostos é péssima?) Você deve ter me achado tão sei-la-o-quê... Só alguns meses depois - após um ou outro almoço - é que fomos nos tornando mais amigas - e eu nem vi como isso aconteceu. É surpreendente como ficamos tão amigas em tão pouco tempo. Para mim, sempre foi muito difícil confiar nas pessoas e, desde há muito tempo, tenho uma confiança cega em você, desde o primeiro momento.
Acho incrível também como podemos ser tão parecidas em tantos aspectos. Tantas idéias "antiquadas" e raras hoje em dia que nós duas temos. Tanta semelhança em gostos, posturas e características. Tantas vezes parecia que só você podia entender o que eu sentia - até porque você sentia algo semelhante... Tantas vezes discordamos de todo mundo para concordarmos só uma com a outra...
Comecei a ouvir - e gostar de - Chico Buarque por sua causa. Comecei a usar lápis de olho de outras cores (além de preto) por sugestão sua. Estou repensando em aprender a cozinhar por sua influência. Até os presentes que ela inventa eu copio...
Me lembro de confissões, choros, risos, conversas à tôa, várias coisas que dissemos em estacionamentos, dentro do carro, em almoços que marcamos só nós duas (pulando muitos elos). Fico tão feliz de você ter me deixado entrar no seu mundo e, também, por ter feito parte do meu. Acho a nossa amizade tão especial que fica até difícil eu ficar feliz por você estar indo buscar sua felicidade e ir atrás do seu amor.
Nesse pouco tempo que convivemos, passei a te respeitar e te adorar tanto que me dá vontade de ser bem egoísta e não deixar você pegar aquele avião na semana que vem.
Em breve, haverá 11500 km entre nós, e você sabe - tanto quanto eu - que, apesar da música de Vinícius de Moraes, a distância existe, sim. Ainda assim, eu espero que você retorne logo, que nós consigamos manter contato (afinal, internet, skype, msn e orkut existem para isso...) e que consigamos marcar um encontro em algum lugar do mundo (Paris não parece ótima para isso?).
Minha vida sempre foi feita de mudanças e despedidas. Já me despedi de grandes amigos mil vezes desde que me conheço por gente. Mas, juro para você, que nenhuma vez foi tão difícil quanto esta está sendo. Sinto que, por tudo o que passamos juntas, por todas essas semelhanças, por todas as conversas que tivemos e por todo o apoio, você é, de verdade, como uma irmã para mim (sem querer plagiar seu texto). Além do que, depois que você for embora, eu vou ficar em minoria aqui, quem mais vai concordar comigo em relação às minhas opiniões "antiquadas".
Quero que você saiba, linda florzinha, que eu estou muito feliz por você. Estou muito feliz que tudo esteja dando certo na sua vida e que você esteja indo atrás da felicidade. Mas, ao mesmo tempo, e em mesma intensidade, estou muito triste que isso signifique que você vá embora.
Só queria dizer mesmo que eu te adoro, do fundo do coração e que fico muito feliz de ter te conhecido e de ter uma amiga como você!!!
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Oceano que separa, oceano que une
Meu amor,
Um oceano e a metade de dois continentes nos separam. Há quase 10.000 quilômetros entre nós (9.293, para ser exata). Nunca ficamos tanto tempo longe um do outro nesse ano e meio em que estamos juntos - ou mesmo nesse período de mais de dois anos que nos conhecemos. Não conseguimos nos falar com tanta freqüência quanto gostaríamos. A saudade nos oprime o coração, tanto o meu quanto o seu.
Apesar de toda essa conspiração do sistema métrico contra nós, eu sempre procuro refúgio nas lembranças dos momentos que passamos juntos, nas fotos que tiramos nesses dois anos e pouco e, principalmente, em "Oceano", que sempre me faz lembrar você, suas ligações, nossos jantares, tudo o que vivemos ao som dessa canção. Toda vez que a ouço, sinto-me mais próxima de você, meu adorado.
Daqui a pouco tempo (menos de um mês), voltaremos a ouvir nossa música sem que um oceano nos separe, será apenas o que nos une!
Amo você, para sempre!
Um oceano e a metade de dois continentes nos separam. Há quase 10.000 quilômetros entre nós (9.293, para ser exata). Nunca ficamos tanto tempo longe um do outro nesse ano e meio em que estamos juntos - ou mesmo nesse período de mais de dois anos que nos conhecemos. Não conseguimos nos falar com tanta freqüência quanto gostaríamos. A saudade nos oprime o coração, tanto o meu quanto o seu.
Apesar de toda essa conspiração do sistema métrico contra nós, eu sempre procuro refúgio nas lembranças dos momentos que passamos juntos, nas fotos que tiramos nesses dois anos e pouco e, principalmente, em "Oceano", que sempre me faz lembrar você, suas ligações, nossos jantares, tudo o que vivemos ao som dessa canção. Toda vez que a ouço, sinto-me mais próxima de você, meu adorado.
Daqui a pouco tempo (menos de um mês), voltaremos a ouvir nossa música sem que um oceano nos separe, será apenas o que nos une!
Amo você, para sempre!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Saudade
Confesso que a saudade me invade todos os dias e todas as noites. À noite, ela sempre vem com mais força, vem mais opressora. É de noite que ela chega com seu açoite e começa a golpear com um coice ou, como a morte, com uma foice (para praticar um pouco a rima).
Tá, voltamos a ser sérios! A questão é que de dia, tem o trabalho, os problemas, os e-mails, as pesquisas, os telefonemas, tudo isso. Mal dá tempo de pensar em algo que não seja a missão.
Por outro lado, de noite, fico sozinha no meu quarto. É de noite que fico ouvindo as mesmas músicas que estão desde sempre no meu celular, todas ma elmbrando a mesma pessoa. É de noite que leio um livro que comprei completamente por acaso, sem saber do que se tratava, porque achei a capa bonitinha. Acabou que me identifiquei tanto com o livro, tirando toda a questão política e ideológica (se é que se pode pensar em um livro de Isabel Allende sem levar em consideração a parte ideológica...).
A cidade é linda, mas minúscula. Já rodei tudo e conheço as ruas de cor - sabendo a ordem dos restaurantes e das lojas - desde a primeira semana aqui... Às vezes, me dá vontade imensa de voltar para o meu cantinho, para os meus sapatos - como sinto falta dos assassinos dos meus pés... - para a minha casa, tão pertinho da casa do meu amor. Quero voltar para meus restaurantes prediletos, para os rodízios loucos de sushi, de pizza, de tapioca... Sinto falta de telefone, de carro, de inscrições em português pelas ruas. (Adoro ver aqui que algo é novo, porque, em esloveno, novo é novo. Me sinto em casa quando leio isso).
O principal, no entanto, é a falta das pessoas. Sinto falta dos meus amigos sempre presentes e dos muitas vezes ausentes (por minha própria culpa). Sinto falta da minha família. Sinto falta do meu amor, que ficou tão longe. Sinto falta da liberdade que tenho para me movimentar na minha cidade, pelos lugares que eu conheço e onde me sinto em casa...
Verdade é que nunca passei tanto tempo longe assim. Piora tudo o fato de não ter acesso fácil a telefones... Me faz falta ouvir a voz das pessoas.
Mas, um mês passa rápido. Daqui a uns 25 dias, eu volto a tudo o que faz meu mundo, ao meu canto, ao meu carro, ao meu telefone funcionando, aos meus sapatos assassinos, às minhas roupas de calor, aos meus perfumes, às minhas músicas, aos meus filmes, aos meus livros, aos meus amigos, à minha família e ao meu amor.
Tá, voltamos a ser sérios! A questão é que de dia, tem o trabalho, os problemas, os e-mails, as pesquisas, os telefonemas, tudo isso. Mal dá tempo de pensar em algo que não seja a missão.
Por outro lado, de noite, fico sozinha no meu quarto. É de noite que fico ouvindo as mesmas músicas que estão desde sempre no meu celular, todas ma elmbrando a mesma pessoa. É de noite que leio um livro que comprei completamente por acaso, sem saber do que se tratava, porque achei a capa bonitinha. Acabou que me identifiquei tanto com o livro, tirando toda a questão política e ideológica (se é que se pode pensar em um livro de Isabel Allende sem levar em consideração a parte ideológica...).
A cidade é linda, mas minúscula. Já rodei tudo e conheço as ruas de cor - sabendo a ordem dos restaurantes e das lojas - desde a primeira semana aqui... Às vezes, me dá vontade imensa de voltar para o meu cantinho, para os meus sapatos - como sinto falta dos assassinos dos meus pés... - para a minha casa, tão pertinho da casa do meu amor. Quero voltar para meus restaurantes prediletos, para os rodízios loucos de sushi, de pizza, de tapioca... Sinto falta de telefone, de carro, de inscrições em português pelas ruas. (Adoro ver aqui que algo é novo, porque, em esloveno, novo é novo. Me sinto em casa quando leio isso).
O principal, no entanto, é a falta das pessoas. Sinto falta dos meus amigos sempre presentes e dos muitas vezes ausentes (por minha própria culpa). Sinto falta da minha família. Sinto falta do meu amor, que ficou tão longe. Sinto falta da liberdade que tenho para me movimentar na minha cidade, pelos lugares que eu conheço e onde me sinto em casa...
Verdade é que nunca passei tanto tempo longe assim. Piora tudo o fato de não ter acesso fácil a telefones... Me faz falta ouvir a voz das pessoas.
Mas, um mês passa rápido. Daqui a uns 25 dias, eu volto a tudo o que faz meu mundo, ao meu canto, ao meu carro, ao meu telefone funcionando, aos meus sapatos assassinos, às minhas roupas de calor, aos meus perfumes, às minhas músicas, aos meus filmes, aos meus livros, aos meus amigos, à minha família e ao meu amor.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Vozes dissonantes no deserto
Hoje, eu ouvi uma frase que me chocou um pouco. Um sujeito disse: "Quando todo mundo faz tudo errado, se você faz a coisa certa, você é o errado!" A frase, por si só, já me seria um pouco estarrecedora, mas, sabendo de algumas coisas completamente erradas que o moço fizera, isso me assustou ainda mais.
Será que chegamos mesmo a esse ponto? Não existirá mais a autodeterminação dos povos e das pessoas? O que terá acontecido à autenticidade, à integridade, à sinceridade e a outros "dades" que regiam nosso mundo e governavam nossa conduta?
Talvez a civilização tenha mesmo entrado em um visível processo de declínio em aspectos culturais (assunto para outra ocasião) e morais. Parece que voltamos ao mundo de Hobbes (se é que chegamos a sair dele em algum momento) e todos só querem mais e mais. Como diria Webber (e hoje bateu alguma coisa aqui que me fez lembrar a faculdade), mais prestígio, mais riqueza e mais poder.
O pensamento geral é: "Se todos estão tirando vantagem nisso, por que eu não posso fazer o mesmo?" Todos querem viver à custa dos outros. Cada um quer o seu quinhão, a sua sinecura. Não se valoriza mais as características das pessoas, o caráter, os valores, apenas os rendimentos. E, vendo que a sociedade, como um todo, pensa assim, as pessoas começam a pensar da mesma forma, o que gera um círculo vicioso.
Mas, será que nós podemos mudar essa situação? Eu, do alto do meu idealismo, achava que sim. Sempre pensei que as pessoas deveriam fazer o que elas realmente achassem certo, sem se importar com o que os outros diriam. Em alguns casos, cria eu, deve-se impor a nossa opinião e devemos adotar atitudes condizentes com nossos pensamentos. Mas, nem eu mesma consigo fazer isso.
Por exemplo, (só para eu falar um pouquinho mais de mim...) eu faço um curso de ... (não interessa do que é o curso, basta saber que eu faço um). Meus colegas, pelo menos a maioria esmagadora de 95%, não gostam nem um pouco do curso e só apontam defeitos. Por outro lado, euzinha, apesar de saber dos pontos falhos que existem (afinal, o que nesse mundão não tem pontos falhos?), gosto muito de lá. Acho que foi um local que me proporcionou um crescimento tremendo como pessoa e onde eu aprendi muitas coisas, algumas úteis, outras interessantes, outras nem isso nem aquilo. Mas, no final, para mim, o saldo foi muito positivo.
Ao invés de defender com unhas e dentes minha posição - talvez um pouco conformista - e dizer que tem coisas muito boas lá, prefiro calar-me ou mesmo concordar quando dizem que não é bom. No início, lembro que tentava expressar meu ponto de vista favorável, mas, cansada de ser a única voz dissonante no deserto, achei mais fácil concordar, para ser aceita como pessoa normal e integrar o grupo dos que não gostam.
Antígona não teria feito o mesmo. Ela preferiu desafiar seu tio-rei e toda a cidade e fazer o que achava certo, ganhando, como recompensa, a morte. Isso é um valor que deveríamos resgatar! O empenho por uma causa que consideramos justa e certa, chegando ao extremo de sacrificar nossa vida por isso. Se tivéssemos essa mesma força de caráter, ao ver algo errado, mesmo que generalizado, faríamos de tudo para mudar a situação e não copiaríamos o erro para também tirar nossa vantagem.
Reconheço esse espírito em algumas pessoas que me cercam e fico feliz por saber que existe gente assim. Se essas pessoas puderem passar isso para o resto do mundo (começando por mim), talvez, possamos sair desse abismo moral em que estamos há quase um século, na minha humilde opinião. Se o mundo então será melhor para se viver, não sei, mas acredito que as pessoas serão melhores, com mais caráter, mais valores e mais moral. E o resto; bem, como diria Shakespeare, o resto é silêncio!
Será que chegamos mesmo a esse ponto? Não existirá mais a autodeterminação dos povos e das pessoas? O que terá acontecido à autenticidade, à integridade, à sinceridade e a outros "dades" que regiam nosso mundo e governavam nossa conduta?
Talvez a civilização tenha mesmo entrado em um visível processo de declínio em aspectos culturais (assunto para outra ocasião) e morais. Parece que voltamos ao mundo de Hobbes (se é que chegamos a sair dele em algum momento) e todos só querem mais e mais. Como diria Webber (e hoje bateu alguma coisa aqui que me fez lembrar a faculdade), mais prestígio, mais riqueza e mais poder.
O pensamento geral é: "Se todos estão tirando vantagem nisso, por que eu não posso fazer o mesmo?" Todos querem viver à custa dos outros. Cada um quer o seu quinhão, a sua sinecura. Não se valoriza mais as características das pessoas, o caráter, os valores, apenas os rendimentos. E, vendo que a sociedade, como um todo, pensa assim, as pessoas começam a pensar da mesma forma, o que gera um círculo vicioso.
Mas, será que nós podemos mudar essa situação? Eu, do alto do meu idealismo, achava que sim. Sempre pensei que as pessoas deveriam fazer o que elas realmente achassem certo, sem se importar com o que os outros diriam. Em alguns casos, cria eu, deve-se impor a nossa opinião e devemos adotar atitudes condizentes com nossos pensamentos. Mas, nem eu mesma consigo fazer isso.
Por exemplo, (só para eu falar um pouquinho mais de mim...) eu faço um curso de ... (não interessa do que é o curso, basta saber que eu faço um). Meus colegas, pelo menos a maioria esmagadora de 95%, não gostam nem um pouco do curso e só apontam defeitos. Por outro lado, euzinha, apesar de saber dos pontos falhos que existem (afinal, o que nesse mundão não tem pontos falhos?), gosto muito de lá. Acho que foi um local que me proporcionou um crescimento tremendo como pessoa e onde eu aprendi muitas coisas, algumas úteis, outras interessantes, outras nem isso nem aquilo. Mas, no final, para mim, o saldo foi muito positivo.
Ao invés de defender com unhas e dentes minha posição - talvez um pouco conformista - e dizer que tem coisas muito boas lá, prefiro calar-me ou mesmo concordar quando dizem que não é bom. No início, lembro que tentava expressar meu ponto de vista favorável, mas, cansada de ser a única voz dissonante no deserto, achei mais fácil concordar, para ser aceita como pessoa normal e integrar o grupo dos que não gostam.
Antígona não teria feito o mesmo. Ela preferiu desafiar seu tio-rei e toda a cidade e fazer o que achava certo, ganhando, como recompensa, a morte. Isso é um valor que deveríamos resgatar! O empenho por uma causa que consideramos justa e certa, chegando ao extremo de sacrificar nossa vida por isso. Se tivéssemos essa mesma força de caráter, ao ver algo errado, mesmo que generalizado, faríamos de tudo para mudar a situação e não copiaríamos o erro para também tirar nossa vantagem.
Reconheço esse espírito em algumas pessoas que me cercam e fico feliz por saber que existe gente assim. Se essas pessoas puderem passar isso para o resto do mundo (começando por mim), talvez, possamos sair desse abismo moral em que estamos há quase um século, na minha humilde opinião. Se o mundo então será melhor para se viver, não sei, mas acredito que as pessoas serão melhores, com mais caráter, mais valores e mais moral. E o resto; bem, como diria Shakespeare, o resto é silêncio!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Sobre luvas e anéis... e pulseiras
Um dia desses, estava revendo o filme "Sissi" (que é uma graça, recomendo!). Uma das cenas mostrava um baile da corte austríaca, a mais chique da época. Notei uma coisa de que já desconfiava havia algum tempo: mulheres chiques não usam luvas e anéis, mas quase todas usavam luvas e pulseiras.
Pensei em uma menina que conheci há bastante tempo, que costumava dizer que não se podia ter tudo no mundo, que não se podia, por exemplo, usar luvas e anéis. Realmente, esses são um tanto incompatíveis, mas, nem tudo está perdido, ainda restam as pulseiras.
Às vezes, aquilo que a gente quer, ou acha que quer, não é o melhor para a gente - afinal, o anel, devido ao volume extra que a luva faz no dedo, passa a não mais caber. Por isso, o melhor, é procurar uma outra alternativa, como pulseiras, que ficam muito melhor com a luva e ficam incrivelmente glamourosas.
Queria poder dizer isso a essa menina. Queria dizer que, em um aspecto, ela está certa, não se pode ter tudo. Mas, isso não é o fim do mundo. Se, por um lado, anel não pode, por outro, há alternativas, que, apesar de não parecer à primeira vista, são melhores, mais bonitas e mais interessantes.
Acima de tudo, queria dizer que os anéis podem ir embora, talvez por muito tempo, talvez para sempre, mas os dedos sempre ficam. Dedos ansiosos por novas luvas e por pulseiras.
Pensei em uma menina que conheci há bastante tempo, que costumava dizer que não se podia ter tudo no mundo, que não se podia, por exemplo, usar luvas e anéis. Realmente, esses são um tanto incompatíveis, mas, nem tudo está perdido, ainda restam as pulseiras.
Às vezes, aquilo que a gente quer, ou acha que quer, não é o melhor para a gente - afinal, o anel, devido ao volume extra que a luva faz no dedo, passa a não mais caber. Por isso, o melhor, é procurar uma outra alternativa, como pulseiras, que ficam muito melhor com a luva e ficam incrivelmente glamourosas.
Queria poder dizer isso a essa menina. Queria dizer que, em um aspecto, ela está certa, não se pode ter tudo. Mas, isso não é o fim do mundo. Se, por um lado, anel não pode, por outro, há alternativas, que, apesar de não parecer à primeira vista, são melhores, mais bonitas e mais interessantes.
Acima de tudo, queria dizer que os anéis podem ir embora, talvez por muito tempo, talvez para sempre, mas os dedos sempre ficam. Dedos ansiosos por novas luvas e por pulseiras.
Volta e votos.
Voltei!
Depois de alguns dias, uns de descanso e outros nem tanto, estou de volta à ativa. Pensei em milhões de coisas que poderia escrever aqui, mas não tinha internet disponível... Aos pouquinhos, vou passar meus pensamentos da caixola à telinha.
Primeiramente, só queria dizer que espero que todos tenham tido um Natal maravilhoso, repleto de luz e paz. Não mandei mensagem bonitinha esse ano, mas queria que soubessem que vocês estavam no meu coração o tempo todo. O celular não funcionava direito e a internet não existia na minha vida, mas meus amigos povoaram meu coração na passagem do 24 ao 25, naquele momento especial, desejei a todos que moram no meu coração um Natal especial, com tudo de bom que o Natal pode, e deve, ter.
Vamos ver o que mais eu trago para cá!
Beijos a todos!
Depois de alguns dias, uns de descanso e outros nem tanto, estou de volta à ativa. Pensei em milhões de coisas que poderia escrever aqui, mas não tinha internet disponível... Aos pouquinhos, vou passar meus pensamentos da caixola à telinha.
Primeiramente, só queria dizer que espero que todos tenham tido um Natal maravilhoso, repleto de luz e paz. Não mandei mensagem bonitinha esse ano, mas queria que soubessem que vocês estavam no meu coração o tempo todo. O celular não funcionava direito e a internet não existia na minha vida, mas meus amigos povoaram meu coração na passagem do 24 ao 25, naquele momento especial, desejei a todos que moram no meu coração um Natal especial, com tudo de bom que o Natal pode, e deve, ter.
Vamos ver o que mais eu trago para cá!
Beijos a todos!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Desabafo
É engraçado como algumas pessoas entram na nossa vida sem que a gente nem perceba como. Aos poucos elas passam a ocupar um grande espaço no nosso coração e nos nossos pensamentos.
É aos pouquinhos que elas ganham número na discagem rápida no celular, ganham foto no quadro de ímã, ganham e-mails às tardes, ganham apelido, ganham cartão do garfield comentando a idade no aniversário, ganham caronas para festas e eventos, ganham guardanapo cheio de planos e perspectivas, ganham atenção cada vez maior. Em um átimo, essas pessoas viram companhia para a caminhada de domingo, viram alvo preferido de provocações, viram melhores amigos.
Parece tudo ter acontecido de repente mesmo. A gente mal se falava, e, de repente, você é uma das pessoas em quem mais confio no mundo. Eu ainda confundia você e o outro mocinho com o mesmo apelido, agora, você e eu somos como que inseparáveis.
E o que fazer quando essa pessoa quer ir embora? Alguém cuja distância não agüentamos por uma semana, de repente, resolve ir embora por anos, 5 no mínimo. Eu tento fingir que está tudo bem, tento fazer piadas a todos a respeito disso, mas, a verdade é que, se for embora, sei que ele levará para longe um pedaço de minha alma.
Quem vai aprender línguas estranhas comigo? Para quem eu vou ligar quando não tiver o que fazer? Quem vai me falar sobre Paris? Na casa de quem em vou almoçar no primeiro final de semana de outubro de 2008? Com quem eu vou caminhar no domingo? Quem vai ouvir minhas teorias? Quem vai me falar para relevar muita coisa que está errada no mundo, e muitas pessoas também? Eu vou espalhar para a turma o aniversário de quem? Com quem eu vou procurar baladas em dia de semana em cidades desconhecidas? Quem vai dividir vinho comigo nas viagens da turma?
Eu até estou acostumada com esse tipo de abandono, mas nunca soube lidar muito bem com isso. Não sei se isso é algo que se aprende ou aperfeiçoa com a prática. Enfim, o jeito é torcer para que os 5 anos (ou mais) passem rápido e que ainda nos encontremos pelo correr da vida.
É aos pouquinhos que elas ganham número na discagem rápida no celular, ganham foto no quadro de ímã, ganham e-mails às tardes, ganham apelido, ganham cartão do garfield comentando a idade no aniversário, ganham caronas para festas e eventos, ganham guardanapo cheio de planos e perspectivas, ganham atenção cada vez maior. Em um átimo, essas pessoas viram companhia para a caminhada de domingo, viram alvo preferido de provocações, viram melhores amigos.
Parece tudo ter acontecido de repente mesmo. A gente mal se falava, e, de repente, você é uma das pessoas em quem mais confio no mundo. Eu ainda confundia você e o outro mocinho com o mesmo apelido, agora, você e eu somos como que inseparáveis.
E o que fazer quando essa pessoa quer ir embora? Alguém cuja distância não agüentamos por uma semana, de repente, resolve ir embora por anos, 5 no mínimo. Eu tento fingir que está tudo bem, tento fazer piadas a todos a respeito disso, mas, a verdade é que, se for embora, sei que ele levará para longe um pedaço de minha alma.
Quem vai aprender línguas estranhas comigo? Para quem eu vou ligar quando não tiver o que fazer? Quem vai me falar sobre Paris? Na casa de quem em vou almoçar no primeiro final de semana de outubro de 2008? Com quem eu vou caminhar no domingo? Quem vai ouvir minhas teorias? Quem vai me falar para relevar muita coisa que está errada no mundo, e muitas pessoas também? Eu vou espalhar para a turma o aniversário de quem? Com quem eu vou procurar baladas em dia de semana em cidades desconhecidas? Quem vai dividir vinho comigo nas viagens da turma?
Eu até estou acostumada com esse tipo de abandono, mas nunca soube lidar muito bem com isso. Não sei se isso é algo que se aprende ou aperfeiçoa com a prática. Enfim, o jeito é torcer para que os 5 anos (ou mais) passem rápido e que ainda nos encontremos pelo correr da vida.
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