sábado, 10 de novembro de 2007

Fé na humanidade

Gosto de pensar o melhor das pessoas. Apesar de sempre dizerem que não existe mais gente honesta e boa no mundo, que todos só querem seu próprio benefício, mesmo que isso prejudique outrem, nunca consegui desacreditar da bondade humana. Ontem, tive vários exemplos de pessoas de bom coração, que querem ajudar os outros, que fazem o mundo valer a pena.
Eu tinha que fazer uma prova e cheguei atrasada. Não era uma prova qualquer, era um exame de proficiência em uma língua estrangeira organizado por uma universidade de outro país. Primeiro, cheguei bem atrasada (problemas que o trânsito dessa cidade causa às vezes) e a parte auditiva da prova já começara. Tive a certeza de que não conseguiria mais fazer a prova, mas as examinadoras me deixaram entrar e foram bem simpáticas comigo.
Segundo, tive que comprar uns salgadinhos para uma festa lá do escritório (apesar de não trabalhar em um escritório, gosto de falar assim, é chique!) e, depois de ter enchido o pratinho, pesado tudo e até ter escolhido um doce para levar ao meu namorado, fui pagar. A atendente disse que a máquina do cartão não estava funcionando. Eu estava sem dinheiro suficiente na bolsa (novidade! tenho que começar a andar com dinheiro na bolsa!) e sem cheque. Pedi para ela guardar um pouco aquilo tudo enquanto eu passaria no banco. Ela simplesmente pegou meu nome (só o primeiro, nem foi completo), meu celular e disse: "você pode passar aqui amanhã e pagar!"
Terceiro, estávamos "perdidos" numa das áreas nobres da cidade, meu namorado e eu. De repente, paramos em frente à sede de uma organização internacional. Meu namorado (que passarei a chamar Marius aqui, pois era o amado de Cosette no livro de Victor Hugo) foi até o prédio, muito bonito, por sinal, e pediu informações e folhetos sobre a organização, já que é um tema importante para os estudos dele. A moça que o atendeu foi super simpática (até desconfiei um pouco) e deu vários papéis e material que seria útil.
Quarto, tivemos, de novo Marius e eu, que comprar um pedaço de corrente. Testamos e vimos que o ideal ser 1,35m, mas a loja só podia vender 1 ou 2 metros. Compramos 1 metro e pedimos para o moço cortar um pouquinho mais. Ele, depois de cortar, disse que tinha aumentado um pouco e que estava, mais ou menos, com 1,30 metro.
Essas pessoas, só para exemplificar, pois, na verdade, são muitas, fazem a gente ter fé na humanidade. É como o filme "A felicidade não se compra". É impossível ver esse filme, ou passar por situação como as descritas acima, e não sentir que o mundo vale a pena, que não é tão ruim como dizem, que ele tem solução e que há muitas pessoas que tentam, sim, ajudar quando podem.

2 comentários:

Moon disse...

Amei! É o tipo de texto pra cima, que provoca sorriso no rosto.
Apenas para constar: vc é uma dessas pessoas que justificam a fé na humanidade! :)

Aline Vieira da Mota disse...

Eu quero começar a encontrar as pessoas legais!!! hahahaha!!! o grupo de pessoas bacanas que eu conheço se reduzem aos dedos das mãos... beijo!